Como escolher a escola para seu filho

Como escolher a escola para seu filho

Artigo desenvolvido pela diretora Teresinha Pereira de Almeida.


    É nesta época do ano , quando as escolas iniciam o seu processo de matrícula, que pais se perguntam sobre qual a melhor escola para seus filhos. Há uma grande variedade de opções, por isso, como fazer  a escolha certa?

Atualmente as famílias se guiam muito pelas recomendações de amigos, o que é um bom caminho, porém o mais importante é definir o que a família gostaria para seu filho: que tipo de ambiente, que proposta pedagógica é mais condizente com a família, qual o seu grau de exigência com a competência da escola, que tipo de aluno espera-se formar, qual o valor do investimento compatível com o orçamento familiar, entre outros. A partir daí, buscar respostas com as escolas.


     Projeto Educacional

    A proposta pedagógica da escola é o item mais importante a ser considerado. É importante pesquisar como se dá o aprendizado, que tipo de aluno espera-se formar, que valores são base para o ensino, os objetivos educacionais são unicamente conceituais ou há procedimentos (como a pesquisa) e atitudes também inseridos no processo ensino-aprendizagem? A escola prioriza a fixação de informações (métodos tradicionais) ou se priorizam o pensar, o aprender a aprender e o trabalho em equipe (escolas construtivistas)? Veja mais abaixo uma pequena diferenciação entre esses dois tipos.

    Dentro do projeto educacional é fundamental entender o processo de avaliação: a aprendizagem é medida apenas por provas de conhecimentos conceituais ou há outras formas que avaliem os outros objetivos (procedimentais e atitudinais)? Há, por exemplo, uma valorização dos trabalhos de pesquisa, os quais ajudam a desenvolver a autonomia intelectual?

Outro ponto importante é como a escola lida com a diversidade, ou seja, como trabalha com alunos hiperativos, alunos tímidos, alunos com necessidades educativas especiais, alunos com alto grau de potencialidade, alunos que participam de bullying, entre outros.

     A infraestrutura é um fator de destaque ao escolher uma escola, porém, mais importante que a estrutura física em si é o que se faz com ela, se os alunos de fato a utilizam e com qual propósito.


    Disciplina e conflitos

    Um ponto determinante na escolha da escola é como ela lida com os conflitos dos alunos. A escola prioriza a disciplina do silêncio e as punições pela falta dela ou prioriza o desenvolvimento da autonomia moral, na qual se ensinam aos alunos atitudes e constrói-se dentro deles o sentido da moral, para que suas escolhas na vida, inclusive as de disciplina, venham de dentro para fora e não determinadas por um agente externo? No primeiro modelo de escola, espera-se encontrar salas de aula quietas, bem comportadas. Já no segundo modelo o mesmo cenário pode ser encontrado em parte das vezes enquanto a outra parte será palco de discussões sobre atitudes e metas para se melhorar a convivência. Neste modelo, os conflitos são considerados oportunidades de aprendizado enquanto, no primeiro, são vistos como algo à parte do aprendizado.


    Material didático e dinâmica das aulas:

    O ensino hoje é exigido pelos meninos e meninas que aconteça de forma dinâmica, com diferentes tipos de materiais e em diferentes espaços. Neste universo contemporâneo, cada vez mais cedo as crianças e jovens aprendem e fazem uso frequente das redes sociais e isso é um dos fatores que faz com que eles aceitem cada vez menos aulas apenas expositivas. Eles desejam uma aprendizagem interativa com os colegas, com trocas de experiências e de conhecimentos. Aulas que utilizem diferentes linguagens para ensiná-los: artísticas, lógicas, jogos, vídeos, música, afinal, alunos diferenciados devem participar de abordagens diferenciadas. Outro cuidado que se deve ter é investigar se os livros utilizados na escola constam da lista recomendada pelo MEC. Deve-se ter bastante liberdade para solicitar materiais  realizados pelos alunos da série de seu filho, ver parte das documentações e registros dos professores.


    Formação da equipe:

    Alunos diferenciados devem participar de abordagens diferenciadas e essas abordagens só podem acontecer se a escola investe na capacitação dos seus profissionais. Capacitação é investimento das boas escolas, é a partir dela que se constrói sua competência. Isso é garantido quando a equipe participa de grupos de estudos periódicos, cursos, congressos, seminários, ou seja, que a capacitação seja constante. Isso tudo para que os professores possam desenvolver, juntamente com os alunos, habilidades e competências como a autonomia e a criticidade, tão recomendadas pelos especialistas e pelo mercado de trabalho.

    Não se esqueça de questionar sobre os casos de emergência, se há na escola um esquema de atendimento imediato em caso de urgência.


    Confira abaixo alguns pontos de diferenciação das escolas tradicionais e os das escolas construtivistas:

    - Escola tradicional: o professor é o detentor do saber, o aluno é passivo e os materiais e livros são rígidos, iniciando sempre com o conceito, em seguida, exemplos e uma lista de atividades.

    - Escola construtivista: o aluno é ativo, cognoscente, o professor é o mediador entre o objeto de conhecimento e o aluno, os materiais são abertos para proporcionar outras atividades como discussões, pesquisa e trabalhos em duplas ou grupos.

    Os pais têm muito a investigar para que o investimento que vai despender seja significativo e que terá como consequência a formação e a vida futura de seu filho.

      Lembrem-se, os pais devem falar a mesma língua da escola, pois casa e escola são, para o aluno, um a continuação do outro.


    Boa escolha para o futuro da família.


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